quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Diário III


Diário III
Ontem visitei o estúdio Marquise 51, que atua a quatro anos na cena de música independente do Rio Grande do Sul. Na companhia de Chico falei sobre a cena musical de Belém na web-rádio PutzGrila, integrada ao espaço. Apresentei a banda Strobo (Leo e Arthur). Conheci o hermano André, que tem um trabalho foda de jazz e brasilidade. Reencontrei o Teimoso, baixista da Banda de Dá Dó, e Cabelo da Banda Identidade. Na entrevista falei doCasarãoPolifonico da efervescência da cena paraense, com artistas como Pio, FelipeGaby. Foram apenas pinceladas, pois o foco da rádio é rock n roll. Tocamos a música Bizarro Dance Club do Strobo.
Muito massa o intercambio. As trocas.
#juntos2012! @samiraoni / @siga_polifonico / @casaraofloresta

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Balanço 2011



Pará o Eixo de Lá Fora

por Samir Raoni

Tendo o congresso na luneta do olhar atento sobre a sua dimensão, percebo o salto que a rede deu em 2011, e os fluxos emergentes para um 2012 ainda mais propositivo me faz celebrar esse 2011 de superação de desafios para o amadurecimento do nosso coletivo em Belém.
A relação com as pessoas que integram o fora do eixo foi ainda mais sacramentada em seu IV Congresso, espaço de trocas e resignificação do processo que torna cada vez mais fluente a dinâmica da rede, que pós-congresso preparasse para um desafiador voo em 2012. A confiança da mutua da rede, a não-grade é a prova do quanto funciona a tecnologia de gestão, articulação, diálogo dos agentes. Avançamos continuamente no interno do coletivo e da cena em Belém, sendo projeto para um processo estadual que passa a gerar um bônus desse modelo de trabalho e inteligência colaborativa. O Fora do Eixo trouce um cenário impossível de contestar (mas acho positivo as contestações, as conversas infinitas e a possibilidade de exercer a narrativa do processo, linha continuá). Em todos os lugares que realizamos ação como fora do eixo, apresentando o organograma da rede e fluxograma do coletivo, teve um feed muito positivo, passamos a estabelecer uma relação mais orgânica e funcional com as pessoas/coletivos; possibilitando com que nossas intervenções ganhassem novos espaços de diálogos, trabalhando na decoupagem de outras realidades, estabelecendo uma relação de afeto que pela realização, interação, sistematização e debate avança numa plataforma que se aperfeiçoa a cada segundo, e passa a influenciar nas politicas socioculturais de belém.
Sei que 2011 começou com uma intensa agenda positiva, iniciando com o grito rock, onde participamos ativamente dos parceiros da cidade de primavera, que fica a 2h30 de Belém-PA, cidade sede do coletivo. Essa ação da agenda anual da rede fora do eixo, vem estimulando o dialogo com diversos coletivos, gerando um reconhecimento mutuo, estimulando o desenvolvimento de uma cena que precisa de muita ação integrada e em rede para movimentar a cena local, criando ciclos mais produtivos num eterno processo criativo.
Nós, foras do eixo pautamos um desenvolvimento estruturante e de base. E não tem nenhuma rede que consegue responder tão urgentemente aos anseios que a modernidade e seus desafios impõe, nesse recorte social, cultural e tecnológico, de muitas juventudes garantindo a fala pela ação.
Meu contato com as pessoas, processos e coletivos se intensificaram na medida que comecei a desenvolver a estruturação da micro-rota belém > castanhal > Bragança > Capanema > Primavera > Marudá > Vigia> Marabá> Parauapebas> Xinguara> Salvaterra> Soure> Santarém> Santa Barbara, cidades que meu coletivo realizou oficinas, shows, mostras, intervenções e vivências, trazendo a reflexão de qual tecnologia e formas de integração e aprendizagem o fora do eixo estimula, numa logica de construção do conhecimento regada pelo vinculo, explorando novos campos, na perspectiva e entendimento de uma Universidade Livre.
Na medida que fui conhecendo e incorporando essa inteligência colaborativa no coletivo uma par de chaves começaram a virar, cumprindo seu papel de resignificação para a realidade de Belém, entendendo que o forte do nosso coletivo é experimentação artística, intervenções urbana: marginalidade que passa a estabelecer um equilíbrio que permite com que pudéssemos realizar a semana do audiovisual, seminário de tecnologia social da redecom e iniciássemos avançarmos na relação com o programa de extensão da universidade federal, na aplicação de um circuito universitários de integração pela arte e um plano de gestão laboratorial de 14 pontos parceiros do sul do pará, intervenções urbanas, imersões com 7 coletivos da capital para pensar uma dinâmica de trabalho que se estabeleça no que meu camarada Frank chama de ACL – Arranjos Criativos Locais.
E esse dinâmica de trabalho sistêmica da Rede Fora do Eixo faz toda diferença para o nivelamento daqueles que entram em contato com o fluxo infinito de pautas e encaminhamentos que se estruturam localmente, mas que surtem um efeito nacional, a exemplo vivemos o diálogo com diversos movimentos de base para a realização da Marcha da Liberdade Nacional, puxada pelos coletivos da rede nas várias cidades do país; acontecendo de Belém do Pará ao extremo sul de Porto Alegre, entendendo a transversalidade do tema, e estimando o valor que tem as várias juventudes se unirem em uma pauta transversal. Isso demonstra o amadurecimento da rede.
O Fora do Eixo cumpre seu simbolo do pós-símbolo, no foco mais sensato do processo e na autonomia dos agentes locai e seus desafios regionais; e no nosso caso, na região amazônica, estar conectado com o fluxo de trabalho, através das proposições que a rede destrincha em suas conversas infinitas tem permitido com que entremos em estâncias representativas qualificando o debate e valorando o processo já obtido, num mosaico de indicadores. Percebo a importância da classe artística pautar, propor, dialogar com secretárias, fundações e parlamentares, tendo o entendimento que o recorte que legitima nossa ação e proposta é o estabelecimento de contato continuo com os agentes fora do eixo. fruto de muito trabalho, e boa aplicação dos ativos solidários da rede. E isso nós interiorizamos vivendo o paradigma fora do eixo, que da um grande salto quando se entende como uma rede de tecnologia social, passando a trabalhar com multilinguagem, estruturando as frentes temáticas e mediadoras, vivenciando as casas, organizando uma casa muito bagunçada.
É um grande momento para a rede. Estamos vivendo uma cena fluída em diversas áreas, nos permitindo a realização de um festival integrado, com uma vasta programação de oficinas, debates e mesas que nos permitiu pautar a MinC, FCTN, etc, abrindo um leque desafiador, mas estimulante, pois o processo da rede demonstrou claramente o que era necessário pautar em 2011. E como se a rede inteira estivesse conectada por raios magnéticos de consciência coletiva, sutil, instintiva e invisível, de ter feito a transição dessa compreensão, estávamos preparada para crise do Ministério da Cultura que viria à tona em maio, retrocedendo o processo de construção dos movimentos, e nessa crise profunda dinamitou um dialogo com diversas frentes da cultura, criando a onda do “Mobiliza Cultura”, ação blocada, que teve seu papel nessa compreensão da rede das redes.
Conseguimos conectar mais pessoas, processos e tecnologias num fluxo integrado, que circulando esse tripé de expertise, ocupa criativamente os diversos vazios que o eixo centralizado gera, mas não gere. Geração afirmativa. Que como cumpi, come a carne da arvore desse sistema. Fora de base não avançaremos, diz o norte, sul, leste, oestes fora d(_o_) eixo, <(''^'')>. é nosso próprio fio condutor que por fora de um corpo, ganha massa, processo de contaminação, teia da vida, o evolucionismo de um vírus atacando a vascular central do processo capital de aniquilação espectral em velocidade marginal (tiete?).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Amostra CdC #01



clique aqui e leia o Boletim "Mostra CDC", frente gestora do audiovisual do Circuito Fora do Eixo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

1° década da Cena Alternativa de E-music em Belém - Seus Desafios e Caminhos


Observatório "1° década da Cena Alternativa de E-music em Belém - Seus Desafios e Caminhos"


Resumo
O Observatório Fora do Eixo é uma frente gestora da rede de coletivos culturais independentes do país chamado Circuito Fora do Eixo, que conta com 90 coletivos articuladores e pontos de linguagem, no Pará é representada pelo Casarão Cultural Floresta Sonora e Circuito Polifônico Ponto de Articulação que desenvolvem uma gestão compartilhada. Somos14 frentes atuantes por coletivos/parceiros/projetos nos segmentos do Audiovisual, Teatro, Eco-Design, Permacultura, Comunicação Livre, Musica, Memória e Tradição, Artes Visuais e Produção de Eventos.

Segmentos
O principal intuito do Observatório é aprimorar os princípios norteadores através de um Circuito composta por frentes gestoras, possibilitando o desenvolvimento cada vez maior dos trabalhos concebidos em rede, num fluxo de dialogo permanente com coletivos, bandas, produtoras, djs, movimentos, fóruns, conselhos, pontos de cultura, cineclubes, infocentros, telecentros, universidades, escolas e casas de cultura.

Objetivos
- Fomentar a criação de redes entre os agentes culturais envolvidos, fortalecendo os arranjos produtivos locais;
- Promover a fruição cultural, circulação de agentes produtivos e obras, além do intercâmbio de saberes, negócios solidários e formação de público;
- Estimular a produção de música independente, promovendo a formação técnico, bem como a reflexão sobre suas cadeias produtivas numa perspectiva solidária, rizomática e interdependente;
- Fomentar o debate sobre políticas públicas da cultura, arranjos produtivos locais, sustentabilidade, autogestão e o mercado da música eletrônica, estabelecendo encaminhamentos ao final das discussões;
- Promover a circulação de obras de artistas locais, estaduais e regionais, estimulando a relação entre agentes produtivos locais num fluxo continuo da rede;
- Promover festivais integrados de arte e cultura alternativa com foco na sustentabilidade e arranjos produtivos locais;
- Promover a integração entre o setor da música com outros segmentos artísticos como o teatro, o audiovisual, as artes visuais, a comunicação livre e outros;
- Fomentar discussões políticas, estéticas e conceituais do segmento da música contextualizando o atual momento que o setor experimenta nesta primeira virada de década do século XXI;

Conheça o projeto aqui
Formulário aqui

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Diário de Bordo - Cobertura Colaborativa #1



 Ontem, dia 13, aconteceu a primeira mesa de debates da SEDA Belém no espaço Benedito Nunes na Livraria Saraiva, composta por Darcel Andrade, Arthur Leandro e Josi Miranda. O tema discutido foi a importância do cinema para a educação dos jovens.
Darcel, produtor independente e cine-educador, iniciou o debate levantando a questão do projeto que consiste em incluir uma disciplina de audiovisual nas escolas, a fim de exercitar o olhar e a linguagem críticos. Já Arthur, professor de Artes da UFPA, alegou que inserir uma disciplina em uma instituição escolar seria um aprendizado muito “formal”, e que, na verdade, os artistas não precisam da escola para despertar o seu talento, mas sim correm atrás de seu descobrimento. Arthur discorda ainda dessa maneira imposta de descobrir o sentido das artes em nossas vidas, e defende: “eu acredito na educação, não na escola.”  



 Josi Miranda, estudante de cinema da UFPA que também compôs a mesa, comentou sobre suas expectativas positivas para o curso; porém criticou o fato que, por ser novo, ainda oferece pouco aos estudantes.
Após o debate, a mesa foi aberta para perguntas dos participantes presentes e dos que acompanhavam online.
Acompanhe a programação da SEDA Belém 2011 que acontece até sexta-feira, via Facebook (Seda Belém), Twitter (@sedabelem) no Livestream Redecomtv

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PROGRAMAÇÃO SEMANA DO AUDIOVISUAL BELÉM


Preparem as câmeras filmadoras: estão abertas as inscrições para a Semana do Audiovisual
As inscrições para as atividades – oficinas e debates – já podem ser feitas gratuitamente pelo site do festival

O cinema existe porque há dois grupos de pessoas no mundo: gente que assiste filmes, gente cuja paixão é fazê-los. Entre os dias 13 e 16 de setembro quem se interessa por produção cinematográfica vai poder se unir aos seus iguais e debater alternativas práticas durante a Semana do Audiovisual – Seda. Com oficinas, discussões, rodas de conversa e mostras, o festival conta com a participação de produtoras, críticos e realizadores de cinema. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.garfoefaca.net/seda.

A ordem é pôr a mão na massa!

Muitos mais do que propor uma reflexão sobre cinema, a Seda Belém tem como objetivo despertar o ato, o fazer. “A programação está bastante voltada para a produção, mas é lógico que não descartamos a importância de estimular o senso contemplativo e a discussão que emerge dele. Por isso optamos em dividir as atividades em dois eixos: o prático e o conceitual, mas o foco é a experiência”, esclarece Mateus Moura, curador da Seda.
É nas oficinas que a ação será fará mais presente. São quatro opções, cada uma numa área de abrangência do estudo cinematográfico: Stop motion, pelo o projeto Animar; Experimentação Audiovisual com baixos custos, com a Antifilmes Produções; Linguagem Cinematográfica, com a Associação Paraense dos Jovens Críticos de Cinema; Confecção de utilitários artesanais para produção cinematográfica, com o projeto Reconstruções.
Além das oficinas, a Seda conta também com mostras de filmes locais de produtoras independentes, no Cine Líbero Luxardo, e mesas de debate, que acontecerão na Livraria Saraiva, parceira do festival.

Para conhecer a Seda

A Seda é um projeto que faz parte da programação nacional do Circuito Fora do Eixo – uma articulação colaborativa de coletivos que trabalham com cultura independente. O festival acontece em 40 cidades brasileiras e tem como principal objetivo propiciar a interação entre o audiovisual e outras expressões artísticas. Esta será a primeira vez que o festival acontece em Belém, onde é realizado pela frente estadual do Fora do Eixo e pela Associação Paraense dos Jovens Críticos de Cinema, com apoio do Governo do Estado. 
Mesmo focada no cinema, a edição local da Seda também busca a relação com as demais artes, tendo espaço para a discussão sobre a interação entre o audiovisual e o teatro, a performance e a música. Mais informações no site (site www.garfoefaca.net/seda) e pelos telefones 8154-1386 e 8372-8361.
Contatos:
Samir Raoni – produtor da Seda : 8154-1386/ samiraoni@gmail.com
Mateus Moura – curador da Seda: 8372-8361/ mateus_hc@hotmail.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fora do Eixo debate Lei Cultura Viva na Assembleia Legislativa com Pontos de Cultura e Deputados Estaduais


Confira as fotos da audiência aqui
Hoje estive com Delson Cruz, RRN Ministério da Cultura, José Maria, Tuxaua do Gt Amazônico pela CNPdC e Samir Raoni, Tuxaua do Ponto de Articulação do FdE, acaloraram a discussão na mesa da Sessão Especial da Lei Cultura Viva juntamente com Deputados Estaduais, sessão pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, que chamou produtores culturais, Pontos de Cultura, Cine Clubes, mes...tras e mestres de cultura e outros movimentos sócio-culturais para discutir o projeto de Lei Cultura Viva, que passaria a ser uma politica de estado, e não mais uma politica de governo.
Essa audiência é mais uma etapa de nossa responsabilidade enquanto movimento de legitimar essa plataforma, exercitada colaborativamente. Agir propositivamente é o caminho nesse novo momento que vivemos nas redes que dialogam com o programa, startando a necessidade de uma nova porta de dialogo para repensar quais são as demandas e prioridades que o Movimento e o Ministério tem nesses 4 anos de gestão.

Delson Falando, vídeo aqui
@siga_polifonico / @samiraoni / @casaraofloresta